Tabula Rasa

Março 21 2009

O contributo da "cobra"

 

 "A vida é uma oportunidade, aproveita-a
A vida é beleza, admira-a
A vida é beatificação, saborei-a
A vida é sonho,torna-a realidade
A vida é um desafio, enfrenta-o
A vida é um dever,cumpre-o
A vida é um jogo, joga-o
A vida é preciosa, cuida-a
A vida é riqueza, conserva-a
a vida é amor,goza-a
A vida é um mistério, desvela-o
A vida é promessa,cumpre-a
A vida é tristeza,supera-a
A vida é um hino, canta-o
A vida é um combate, aceita-o
Avida é tragédia, domina-a
A vida é aventura, afronta-a
A vida é felicidade,merece-a
A vida é a VIDA, DEFENDE-A"

 

(Madre Teresa de Calcutá)

publicado por Cristina às 02:43

Março 19 2009

No próximo dia 21 é o dia mundial da poesia!

Para celebrar a data, pensei em fazer um post com um poema (mas que original que eu estou, não é???). No entanto, deparei-me com um problema grave: não consegui eleger um poema...ou melhor O Poema!

Por isso, lanço um desafio aos meus visitantes, o de escolherem e me enviarem um poema da vossa preferência a fim de ser aqui publicado para, deste modo, fazer-mos em conjunto, uma pequenina festa da poesia poupando-me, assim, à angustia da escolha!!!

publicado por Cristina às 18:37

Fevereiro 16 2009

 

 

 

Vítor Oliveira Jorge, Professor catedrático da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, Arqueólogo e Poeta, pessoa que muito admiro e por quem nutro verdadeira estima e consideração, foi o vencedor do Concurso de Textos de Amor do Museu Nacional da Imprensa, com um poema intitulado “Margem”.
A escolha feita pelo júri resultou da análise de mais de 300 textos enviados para a oitava edição do concurso que aquele museu promove desde 2001, no intuito de estimular a escrita lírica portuguesa.

Reproduz-se aqui, com a devida vénia, o poema vencedor.

Parabéns ao Professor Vítor e à Professora Susana, a sua musa inspiradora.

 

MARGEM


Dantes, quando pousavas
Em qualquer beira, como pássaro
Magnífico;
E o teu corpo, os seus poros,
Atraíam as ondas,
Os uivos litorais dos bandos;

Dantes, quando era possível
Cantar uma ária inteira
Caminhando sempre na mesma praia Sem vir ninguém,

A não ser o inverno, as suas Grandes ondas gordas, azuis, paradas;

E as rochas em que te sentavas
Em risco de rasgar a pele nas asperezas,
Eram também azuis;

E o teu olhar puxava a camisola para baixo,
Como se fingisses proteger-te da nudez
Perante um eu, um mim, que de facto
Acalentavas já dentro de ti.
Dantes, quando eu olhava os teus pés
Como um sinal da fragilidade em que assentava
Toda a tua arquitectura,

E te dizia:
É bom que eu os veja já com saudade,
Para não ser mais tarde surpreendido;
E mais tarde apenas me repetir
Quando te vir de novo pousar sobre a falésia
Como um pássaro, para me visitares

E, tal como hoje, não me dizeres nada:

Porque, contra tudo o que seria de esperar
Me possuis, e a tua presença bate aqui -
Como uma maresia distante, como uma praia
À noite, para um cego que não sabe
O que vai acontecer,

Mas no entanto caminha
Na aspereza das rochas,

Fascinado pelo iodo, pelo ruído
De um outro mundo Que vem dar a este limite:

O tacto, as nádegas sobre a rocha.
Esse conhecimento.


voj 2008
para a susana

 

(in CASA DAS MÁQUINAS, Porto, Papiro Editora, 2008)

publicado por Cristina às 11:27

Janeiro 29 2009

 

Às vezes tenho ideias, felizes,

Ideias subitamente felizes, em ideias

E nas palavras em que naturalmente se despejam...

Depois de escrever, leio...

Porque escrevi isto?

Onde fui buscar isto?

De onde me veio isto?

Isto é melhor do que eu...

Seremos nós neste mundo apenas canetas com tinta

Com que alguém escreve a valer o que nós aqui traçamos?...

 

Álvaro de Campos

publicado por Cristina às 15:50
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