Tabula Rasa

Fevereiro 09 2009

Provavelmente é a brasileira mais conhecida de todos os tempos mas...é portuguesa!, nascida no Marco de Canaveses.

Faria hoje, 100 anos.

publicado por Cristina às 10:51

Hoje faria 100 anos.... :-)
ACCB a 9 de Fevereiro de 2009 às 23:59

:-)
Cristina a 10 de Fevereiro de 2009 às 10:27

Há coisa de uns 5 ou 6 anos andava eu perambulando pelas ruas da graciosa cidade do Marco, para fazer tempo pois tinha que dar umas aulitas, quando me deparei com uma placa informática a indicar o caminho do Museu dedicado à maravilhosa memória da Carmem Miranda.

Surpreso fiquei, pois nunca pensei que naquela pequena cidade existia tal, pois não era do meu conhecimento. Bom, sou um rato de museus e galerias e ando sempre à cata de ver isto e aquilo! E este escapava-me. Logo eu, que tinha passado a minha infância e adolescência no rio de Janeiro e ainda mantenho um ar saudosista de tudo que cheira a cocada, pé-de-moleque e caipirinha! Ainda mais quando tinha bem presente na minha memória, todo o colorido e retumbante espólio de outro museu, destinado à musa da cocada branca, na pequena e simpática cidade de Niterói (no antigo palácio do governo da Guanabara, transformado em Museu e casa da cultura), no estado do Rio de Janeiro. Não me fiz de rogado, acelerei o passo para ver o que me tinha escapado!

Já transposto o portão que dava acesso a duas casas gémeas, vi duas placas: uma indicava o Museu e outra, a biblioteca municipal. Virei então à esquerda e dirigi-me à porta. Naquele momento, depois de subir para cima da soleira, deparei-me com uma típica folhinha A4 escrita em Times New Roman tamanho 30 ou 32, em negrito e em itálico, dentro de um perfiladíssimo rectângulo: "para entrar, favor contactar Biblioteca".

Ah..isso não seria obstáculo...e logo na casinha ao lado - que era logo a biblioteca. Entrei – vá lá, estava aberta – e dirigi-me ao balcão onde se encontravam dois funcionários e pedi informações para saber como poderia ver algo da musa Luso-Brasileira.

De seguida, entregaram-me uma chave e conduziram-me ao museu. Disseram-me que eu poderia estar à vontade e que depois, entregasse a respectiva chave onde eu a levantara. E assim fiz! Ao entrar , com receio que entrasse alguém e que roubasse algo, sem que eu tivesse visto, resolvi trancar a porta por dentro, dando umas duas voltas e certificando –me que estaria “lacrado lá dentro”. Incrédutlo com a situação, fiz-me à vida. Bolas…sei que sou feio e meto medo! Mas, o “gajo” passou-me um certificado de honesticade como eu nunca tinha visto. Enfim, se calhar, é costume da terra…tal como os esquimós, que quando recebem uma visita, oferecem logo a mulher! E ai de quem recusasse..era desfeita da grossa! Bom, como seria a mulher daquele simpático funcionário…hummm….ahhhh… esquece… não vamos exagerar!

Bom.. e lá fiz-me a caminho a ler as folhinhas cortadinhas e escritas no mesmo Times New Roman a dizer o que lá se via: “prato”, “caneca”, “faca”…etc…nada do que eu não soubesse, mas obrigado na mesma por me informarem…mas, nada do cheirinho da Baiana…até que, ao regressar por um outro corredor, deparei-me com uma outra folhinha A4 a dizer: “sapatos da Carmem Miranda”! Ah… fez-se…..fez-se…huuummmm…e lá abaixei-me, pois encontravam-se dentro de um pequeno móvel, ao estilo mesinha de cabeceira sem porta, mesmo pequenina e lá ao fundo! Para ver melhor, resolvi acender o isqueiro, pois sou fumador e por azar meu, sabem o que aconteceu? Ah..essa foi para criar um clima…heheheheh. Não aconteceu nada!

Apenas vi, ao fundo, as tais socas, que foram doadas pela Carmem (?) por um familiar (?) ou ainda compradas no Ebay (?) de um coleccionador californiano. Fiquei sem saber…e infelizmente, tal Museu da Carmem, só continha as tais “socas de plataforma”, de desbotadas e tão desfavorecidas se encontravam. Mas, tal não me desiludiu, pois se dizem que era dela…contente fiquei. Tive pena de não terem feito algo à altura, pois acredito que engenho e arte devem existir, além de vontade também. Enfim… coisas da nossa terrinha, certo!?
De resto, havia umas peças indígenas, trazidas por ex-combatentes das Africas e outras cerâmicas algo modernas ou contemporâneos.

Espero que da próxima vez que possa visitar o Marco possa ver algo que realmente dignifique com o rótulo de Museu da Carmem Miranda, se for caso disso. Se não for, afinal, não construí estádios ali, nem fez circo nem deu pão… porque merecer um Museu?
Jorge Guedes a 10 de Fevereiro de 2009 às 16:50

A descrição é engraçadissima! Só mesmo tu!!!
( ...um amigo meu esteve ligado à criação do museu do Marco...tás com sorte...!)
Cristina a 11 de Fevereiro de 2009 às 13:39

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