Tabula Rasa

Fevereiro 03 2009

 

 

Confesso que os números grandes sempre me fizeram uma grande confusão. Muitos zeros, muitos pontos...

O caso do "buraco" do BPN tem sido, por isso, muito confuso para mim. Então não é que o número já tem 10 zeros?! 1.800.000.000,00€ (Mil e oitocentos Milhões de Euros)

Ver a notícia aqui.

publicado por Cristina às 18:46
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... trocando por miúdos... imaginemos uma "casita" de 100.000 contos (CONTOS!!!) já terá quintalinho... e até uma piscina)... pois... tão a imaginar... ok... agora imaginem 3.600 (TRÊS MIL E SEISCENTAS) casas destas !!! Interessante... este "buraquito"... esta pequena quantia... passa despercebida a auditores e à "entidade reguladora"... acreditam no Pai Natal? e no coelhinho da Páscoa? ... pois eu também não.

Xico
Xico a 3 de Fevereiro de 2009 às 20:31

A confusão continua, Xico. São muiiiitos zeros!!! :-)
Cristina a 3 de Fevereiro de 2009 às 21:48

Tem de mudar a foto... parece que tem burka.
Que goste de dunas, OK. Mas assim também é demais.
Bjs
V
vitor oliveira jorge a 3 de Fevereiro de 2009 às 22:07

Depois do workshop eu mudo! :-))
Beijinho
Cristina a 3 de Fevereiro de 2009 às 22:18

Pois, tantos zeros que se perde de vista. Mas, vejamos uma coisa: o número zero é uma modernice, uma vez que só foi normalizado o seu uso há coisa de 400 anos (lá estão os zeros...). E, como tal, não podemos deixar de estar na moda e temos que fazer uso dele! Daí, se calhar, como Barroquismo (que é a nossa especialidade, criar flores e bordados em tudo que existe...) usar e abusar da sua presença!
Se regressarmos um pouquinho mais no tempo, veremos que os romanos não usavam e desconheciam o zero. Se calhar, daí a moda dos preços a 4,99€... promoções de máquinas de emagrecer com livros de borla por e somente, a 99,99€...!
Partindo dessa ideia, vejam como seria mais divertido e simples: uma chiclete custaria X cêntimos, um telemóvel C €, uma viagem ao Brasil por D €, um plasma por M € e daí por diante. Muito mais agradável e simples, não?
Como os romanos e gregos eram comerciantes desconfiados, no negócio tornavam as transacções mais simples e, para evitarem dúvidas ou que se levantasse alguma suspeita evitariam utilizar abreviaturas. Vejamos: o valor milhão (1.000.000) era escrito com o M de milhar, mas com um traço acima. Se calhar, como forma de negação (?). Números e valores maiores que esses seriam um absurdo para gente tão simples.
Os zeros surgem com esse intuito, ilusório e criador de tonturas, para quem o veja não tenha a mínima percepção das distâncias e do volume que estaria a ver.
Reparem, a distância da terra até ao sol é de 150.000.000 km. Alguém sabe quanto dá isso? Simples! Dá para fazer Porto-Lisboa 300 000 vezes e se for de ida e volta, metade dá 150 000 vezes. Para se ter a noção é sensivelmente o mesmo que fazer esse percurso , de ida e volta todos os dias durante quase 6 meses! Mesmo assim, fica-nos o sabor do esforço e dos gastos, mas nunca do que percorremos, que é o que interessa. Se formos analisar distâncias maiores, velocidade da luz, tempos que os astrónomos nos deliciam espavoridos então, para os mais leigos é mesmo olhar para um palácio.
Então, se formos falar de números de despesas do governo, de obras, de valores de salários de muita boa gente graúda (se calhar até merecem…) que anda por ai é que dá vontade de gritar! Um mês de salário de alguns é superior a tudo o que irei ganhar em toda a minha vida. Assim, por equiparidade é fácil de ver e triste de analisar!
Se calhar, esses zeros são mesmo para distrair, para cansar-nos ao ver tantas bolinhas juntos, parcelas em trios e tentar decifrar em bom português quanto dá isso em gramática. Cansamo-nos!
Mas, se isso cansa-nos, parece que cansados não andamos nós em ver-se repetir constantemente os zeros nas derrapagens, no uso dos zeros nos salários exorbitantes, nos muitos zeros das dívidas e até no zero da produtividade de alguns senhores. Infelizmente, o zero é aquilo que recebemos de aumentos, de esperança, de futuro.
Jorge a 5 de Fevereiro de 2009 às 10:40

"Os zeros surgem com esse intuito, ilusório e criador de tonturas, para quem o veja não tenha a mínima percepção das distâncias e do volume que estaria a ver" Ora aí está uma boa explicação! :-)

Obrigada, Jorge!
Cristina a 5 de Fevereiro de 2009 às 19:37

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