Tabula Rasa

Março 17 2009

Apesar de ser muito pouco dada a rotinas, existem coisas que gosto de fazer de forma repetida, nunca me cansando de as fazer, por muitas vezes que as faça. Por isso não as vejo como rotinas demolidoras, daquelas que, por serem feitas tantas vezes, desgastam, utilizando a expressão com um significado próximo de “hábito”. Assim, tenho por hábito fazer repetidamente determinadas coisas que gosto. Estas minhas rotinas prendem-se, essencialmente com o regresso a sítios de que gosto e com os quais estabeleço uma especial relação.
Este fim-de-semana foi, nesta acepção, um fim-de-semana de deliciosas rotinas.
Saí, já no final do dia rumo ao Alentejo. E, saída que é saída implica logo na sua génese, uma refeição num de dois restaurantes, dependendo a escolha, da hora de saída: ou paro no Pedro, na Mealhada (hábito que se iniciou logo na infância, com os meus Pais) ou, no Central, na Golegã (desde há cerca de 20 anos).
Desta vez, e como o destino final era o alto Alentejo, fui à Golegã. Confesso que é sempre com emoção que entro na Golegã, terra que adoro, onde tenho amigos e que me trás sempre recordações fantásticas. Já não passava lá há mais de uma ano. Aliás, acho que nunca estive tanto tempo sem lá ir! Não fui nem no Verão, nem no S. Martinho…e lá fui jantar ao Central, tarde, já depois das 10 da noite e cheia de fome, que é como se tem de estar quando se vai comer sopa de pedra e o bife!!!
O Central está diferente, Na minha opinião perdeu carisma…”aburguesou-se”, faz parte dos roteiros gastronómicos e resolveu “ceder” aos ditames da moda…e da ASAE! Os cortinados deixaram de ser floridos e berrantes, para serem de um discreto cinza com brocados (!) e o pão passou a ser servido embalado individualmente!!! Vá lá que a comida continua a mesma e o café também não mudou!
Já tarde na noite, continuei para a minha mais recente paixão em termos de terras: Castelo de Vide!
As paixões, por definição, são arrebatadas e a minha paixão por esta terra é assim mesmo, ARREBATADA! De tal forma que, num acto impulsivo ( e de loucura, dirão alguns…), há pouco mais de um ano, comprei lá um moinho, lindo de morrer e com uma eira absolutamente fabulosa com vistas para o Castelo. Deixo-vos com uma imagem e com a promessa de, um destes dias, voltar ao tema!

 

 

 

 

 

publicado por Cristina às 14:57

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