Tabula Rasa

Abril 25 2009

 

"Grândola, Vila Morena" é a canção composta e cantada por Zeca Afonso que foi escolhida pelo Movimento das Forças Armadas (MFA) para ser a segunda senha de sinalização da Revolução dos Cravos. A canção refere-se à fraternidade entre as pessoas de Grândola, no Alentejo, e teria sido banida pelo regime salazarista como uma música associada ao Comunismo. Às zero horas e vinte minutos do dia 25 de Abril de 1974, a canção era transmitida na Rádio Renascença, a emissora católica portuguesa, como sinal para confirmar as operações da revolução. Por esse motivo, a ela ficou associada, bem como ao início da Democracia em Portugal

publicado por Cristina às 00:20
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Abril 24 2009

 

 

 

publicado por Cristina às 23:50
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Abril 24 2009

...a primeira música que ouvi na rádio, logo pela manhã. Ainda bem que é gira e que eu gosto, porque às vezes a coisa corre muito mal!!!

 

publicado por Cristina às 16:36
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Abril 23 2009

Eu, viciada em livros, como sou incapaz de escolher um, deixo a imagem do sítio mais bonito do mundo para os comprar!

publicado por Cristina às 15:17

Abril 22 2009

 

É sempre estranha a sensação com que fico quando assisto aos diferentes episódios da série documental "Os Anos da Guerra". Se, por um lado, o gosto por documentários históricos em geral, e pela Guerra de África em particular, me fazem colocar lembretes no telemóvel para não me esquecer do dia em que passa na TV (a idade já não perdoa...), por outro o desconforto é constante.

Por muito que tente, não consigo ficar indiferente ao facto (absolutamente extraordinário) de ser simultaneamente personagem, interprete e espectadora deste programa. Não consigo, também, deixar de pensar no que seria hoje a minha vida se não tivesse havido esta Guerra.

Interrogo-me, ainda, se não será demasiado cedo para se fazer um documentário desta natureza. Será que já se pode falar em distanciamento histórico/temporal face aos acontecimentos relatados? Quando vejo, ao meu lado, olhos marejados fico com a certeza da precipitação...

 

A este propósito "roubei" no blog Arca de Ternura um poema particularmente tocante:

 

"Regressei à minha terra

vindo de Alcácer-Kibir.
Trouxe a memória da guerra

nesta forma de sentir
a morte por todo o lado
uivando como um coiote.


Trago a memória da morte
no sonho despedaçado.

 

Trouxe a memória dos gritos
dos corpos semi-desfeitos,
trago a memória dos mitos
de orgulhos e preconceitos.


Trouxe nos olhos poentes
e horizontes esfumados
dos jovens ludibriados
por mentiras indecentes.

 

Trouxe comigo a derrota,
a mentira, a cobardia
e a miséria que suporta
um resquício de agonia.


Trouxe a mágoa reflectida
no rosto de uma mulher
que já não sabe o que quer:
— se quer a morte ou a vida.

 

Trago a saudade no peito,
trago uma esperança adiada,
trago esta forma sem jeito
de saudar a madrugada
no filho que irá nascer
e nos teus braços dormir,
no cravo que hás-de parir
quando a Paz reverdecer.

 

Não veio comigo o Rei.
Em Alcácer nunca o vi
e no tempo em que lutei
nunca ao meu lado o senti.

 

Estava longe, parece,
longe de mim, da Verdade.


Longe de mim, na Cidade
o Rei jaz morto e apodrece.

 

Vendo bem, não trouxe nada
do muito que então levei.

Trouxe a memória pesada
da vergonha que encontrei
e que regressa comigo:
— o povo que conheci
e contra o qual me bati
não era um povo inimigo!"

 

FERNANDO PEIXOTO
 


Abril 22 2009

Uma boa notícia para Portugal, o Geoparque de Arouca foi integrado na rede mundial de geoparques, que agrega todos os territórios consiferados património geológico da Humanidade.

Ver a notícia aqui.

 

publicado por Cristina às 10:51

Abril 21 2009

"Todos os dias somos bombardeados com as notícias do encerramento de fábricas e empresas. Todos os dias nos dizem que as taxas do desemprego e da pobreza sobem. Todos os dias nos dizem que há suspeitas de corrupção e que há “favores”. Todos os dias nos dizem que há evasão fiscal. Todos os dias nos dizem que a justiça é obsoleta: que há processos judiciais “ad aeternum”; que a lei mudou, dificultando a acção dos vários intervenientes judiciários. Todos os dias nos dizem que há professores agredidos; que faltam meios de vigilância nas escolas e que há descontentamento; que se oferecem diplomas e cursos que em muito contribuem para que se instale uma mecânica ubuesca na sociedade. Todos os dias nos dizem que há do entes a aguardar pela marcação de consultas e cirurgias; que há falta de meios técnicos e humanos nos hospitais; que os medicamentos não ficam ao alcance de qualquer bolsa.
Basta! Batemos no fundo. Como diria Eça: “isto não é um país… É um sítio. E ainda por cima mal frequentado!'. Portugal enfrenta problemas que são muito graves e carecem de urgente, empenhada e determinada resolução."

Excelente crónica do meu amigo Carlos Pires, a ler na integra aqui.

publicado por Cristina às 15:59
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Abril 20 2009

É de mim ou este programa, hoje, está a ser mesmo muito mau?

publicado por Cristina às 23:17
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Abril 19 2009

publicado por Cristina às 20:38

Abril 18 2009

É dia internacional dos monumentos e sítios!

Criado em 1982, pelo ICOMOS, e aprovado posteriormente pela UNESCO, a comemoração deste dia pretende dar visibilidade aos monumentos e sítios (...nada redundante que eu estou!!!) 

A foto é minha, tirada no sitio arqueológico de Castanheiro do Vento, situado na Horta do Douro (Vila Nova de Foz Côa), durante a campanha de escavações de 2006.

publicado por Cristina às 07:30

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